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25 de Nov de 2022

Catequista dá dicas de como falar do Advento com as crianças

No domingo (27) começa o Advento, quando a Igreja se prepara para o Natal. Trata-se, segundo o catequista Wanderson Saavedra de um “tempo muito importante para a catequese, tempo de falar com as crianças sobre Cristo que vem habitar entre nós, de preparação para a chegada do Salvador”. Para isso, deu algumas dicas de como abordar esse tema na catequese infantil.

Wanderson Saavedra é catequista na paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Luziânia (GO), coordenador da Iniciação à Vida Cristã na diocese de Luziânia e secretário da Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Centro-Oeste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em janeiro deste ano, foi instituído no ministério de catequista pelo papa Francisco em missa celebrada na basílica de São Pedro, no Vaticano.

Segundo as Normas Gerais para o Ano Litúrgico e o Calendário, da congregação para o Culto Divino: “O Tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa”.

Assim, nas duas primeiras semanas do Advento, reflete-se sobre a vinda do Senhor quando ocorrer o fim dos tempos, enquanto nas duas seguintes se reflete sobre o nascimento de Jesus no Natal.

Nesse tempo, a cor litúrgica é o roxo como símbolo de preparação e penitência. A exceção é o terceiro domingo do Advento, também chamado Domingo Gaudete (da alegria), quando se pode usar a cor rósea e a Igreja convida os fiéis a se alegrarem porque está próxima a vinda do Senhor. Além disso, neste tempo litúrgico não é entoado o hino do Glória, a fim de expressar essa característica de preparação e penitência.

A Instrução Geral do Missal Romano também dá indicações em relação à ornamentação da Igreja e ao uso do órgão e outros instrumentos musicais nas missas e determina que ambos se façam “com a moderação que convém à índole deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor”.  

Para Saavedra, “falar para as crianças do Cristo que está chegando, que vem habitar entre nós é muito interessante. É um tempo de esperança, de preparação. Quando você começa a trabalhar na catequese esses pequenos passos da esperança, do Salvador que está para chegar, fica uma catequese muito tranquila, muito mais serena”, disse. Ele destacou a importância de abordar o tema de “uma forma mais vivencial”, a fim de que as crianças possam “perceber que este é um tempo próprio, é um momento de espera”.

Segundo o catequista, uma maneira para falar sobre o Advento na catequese infantil é “fazer alguns trabalhos manuais” e “o primeiro deles é o presépio”. “É muito rico trabalharmos na catequese durante esse tempo o presépio, a preparação. A cada encontro, você vai acrescentando algum detalhe e as crianças vão trabalhando essa expectativa da espera”, disse.

Outra dica dada por Saavedra é utilizar a coroa do Advento. “Podemos trabalhar com as crianças a confecção da coroa, explicando todos os seus significados, dizer porque a cada final de semana se acende uma vela”. Segundo ele, essa abordagem gera também uma “conexão entre catequese e liturgia”. “É tão interessante quando fazemos esses trabalhos com as crianças nos encontros que, quando elas chegam à celebração da missa, elas lembram”, disse.

Também é possível propor às crianças “compromissos semanais”. “Em cada encontro, temos compromissos que o próprio evangelho nos pede, como a questão da esperança, do anúncio de Jesus, da caridade. Então, o catequista pode propor como viver isso em família, fazer momentos de oração, pequenos gestos. E, no encontro seguinte, a criança relata como foi. Isso sempre baseado no evangelho que foi trabalho nesse período do Advento”, sugeriu.

Wanderson Saavedra destacou ainda a importância de envolver as famílias, por exemplo, com “encontros familiares voltados para o nascimento de Cristo”. “Por causa da pandemia, tivemos uma pausa, mas aqui costumamos fazer o sarau de Natal, com encenação com as crianças, a presença das famílias e eles se sentem muito próximos”, contou.

Além disso, afirmou, “devemos trabalhar a questão do Advento dentro das famílias usando a novena de Natal”, que “traz um aspecto muito rico sobre a vinda de Cristo”. O catequista disse que as crianças “gostam de fazer esses momentos e de estar à frente”. Segundo ele, “muitas vezes, acaba que a própria criança catequiza a família e consegue passar essa mensagem tão linda do Natal”.

Por fim, Saavedra afirmou que, além de pensar nas crianças, os catequistas devem também estar atentos a si próprios, pois “para preparar as crianças, é preciso primeiro estar preparado”. “Nós, como catequistas, precisamos ter esse discernimento, estarmos preparados. Para as crianças, falamos muito que Cristo vai nascer, que Ele está conosco. Mas, e nós? Precisamos nos preparar e o Advento é isso, esse momento de espera, de preparação, de anúncio que o nosso Salvador está para chegar”.

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